

Fotos cedidas por um amigo |


Assim também sente-se Sísifo: Inútil querer vencer esta batalha Só te resta rolar a pedra pela escarpa Esperando a resposta que te escapa Destino para ti é o que não tem caminho, Além de todos,entre todos,entre os deuses,você é um deus sozinho.
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E foi assim que o poeta Assombrado com as ausências Resolveu fazer parte da paisagem E repensar convivências. |


Desde sempre caminho entre dois mundos Mas a tua face é aquela onde me via Onde me sei agora desdobrada. E por que me escolheste? Em direções menores me plasmei. E entendia Que era preciso falar de uma ciência. Uma estranha alquimia:
O homem é só. Mas constelar na essência. Seu sangue em ouro se transmuta. Na pedra ressuscita. No mercúrio se eleva. |
Em alguma parte Morte, cerrado, vastidão. E Nada. Eu estarei ali Com minha canção de sal. |
Estou no centro escuro de todas as coisas / Mas a visão é larga / Como um grito que se abrisse e abrangesse o mar. |


Despe-te das palavras e te aquece. / Toma nas mãos esses odres de terra / E como quem passeia, leva-os ao mar. /.../ Deita-te depois e vibra tua garganta / Como se fosse o início de um cantar.
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Aflição de não ser a grande ilha / Que te retém e não te desespera. (A noite como fera se avizinha). Aflição de ser água em meio à terra / E ter a face conturbada e móvel. / E a um só tempo múltipla e imóvel / Não saber se ausenta ou se te espera.
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